Condomínios investem em capacitação de porteiros para evitar arrastões

Além do treinamento, tecnologias são adquiridas para frear ação de bandidos

A cada dia, três residências são assaltadas no Rio de Janeiro. Uma violência que deixa traumas nas vítimas e a sensação de que os roubos a prédios e condomínios poderiam ser evitados com a adoção de medidas simples por moradores e funcionários. Levantamento do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-RJ) constatou que, em 90% dos casos, criminosos entram pela porta da frente, se fazendo passar por moradores ou disfarçados de entregadores e prestadores de serviço. Foi o que aconteceu semana passada, por exemplo, na Rua Aristides Espínola, no Leblon. 

Em 2014, foram registrados 1.305 crimes deste tipo. De janeiro a junho deste ano, a polícia recebeu 553 ocorrências, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Uma delas aconteceu mês passado, em Icaraí, área nobre de Niterói. Duas mulheres e um homem, vestidos com roupas de ginástica, entraram em um prédio de luxo na orla sem despertar suspeita do porteiro, que permitiu que eles entrassem e saíssem e saíssem depois de duas horas. Conseguiram levar dinheiro e joias. 

A ação dessas quadrilhas tem levado os condomínios a buscar treinamento para os funcionários. Esta semana, mais de 100 empregados de residenciais da região do Grande Méier participaram de um encontro com policiais do 3º BPM. Um deles foi o porteiro Mauro dos Santos, de 42 anos. “Aprendi muito, principalmente que não se deve permitir a entrada de estranhos sem autorização. Agora vou repassar para o síndico”, disse. 

Porteiros de prédios do Grande Méier foram capacitados por policiais militares do 3º BPM. Recomendações serão repassadas a moradores Foto: Divulgação

Para os policiais, a responsabilidade pela segurança é de todos. “Não depende só do porteiro. Moradores têm hábito de pedir serviços aos funcionários que deveriam ficar na guarita. Por outro lado, o porteiro se sente mal em incomodar um estranho que não tem o perfil de bandido”, orienta o sargento Sebastião Telles Filho. 


O TRIPÉ DA SEGURANÇA

O outro instrutor, sargento Ottílio de Oliveira, alerta para criminosos com uniformes de empresas. “Eles tentam entrar com roupas da TIM, Oi, Light e Correios. Tem que ligar para o morador e confirmar”, aconselha. A artimanha foi usada sexta-feira por ladrões que invadiram o apartamento do marchand Arnaldo Brenha, na Avenida Vieira Souto, com roupas e crachás da NET. 


Especialista em segurança patrimonial do Secovi-Rio, Raimundo Castro afirma que o circuito fechado de TV é a principal ferramenta disponível para inibir a ação dos bandidos. “A segurança é baseada em um tripé: tecnologia, funcionários treinados e instalações adequadas. É uma corrente que arrebenta onde o elo é mais fraco. Geralmente, a falha é humana”, ensina.

PREVENÇÃO

- Mantenha bem iluminado acessos do condomínio para pedestres e veículos; 

- Não deixe as chaves do imóvel na portaria e evite recados ou bilhetes afixados na porta;

- Não alugue vagas de garagem para pessoas de fora do condomínio;

- Nunca permita que estranhos entrem no prédio para usar o banheiro;

- Em caso de dois ou mais portões, abra o primeiro e deixe o segundo fechado. Após a passagem do veículo, feche o primeiro e abra o segundo;

- Guarde sigilo sobre a rotina dos moradores e evite comentar com qualquer pessoa dentro ou fora do condomínio; 


- Se houver entrega e o morador estiver fora, diga que a pessoa não está e solicite a empresa novo contato para agendamento.

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